Vulneráveis ante pequenos, São Paulo e Palmeiras buscam reabilitação

Neste domingo, às 16h, na calorenta Presidente Prudente, dois vizinhos e rivais jogarão o clássico dos que não se impõe.

Fora da Libertadores, Palmeiras e São Paulo entraram em 2012 com dedicação total ao Campeonato Paulista. Não precisam poupar atletas para evitar desgaste físico e nem fazer viagens internacionais.

Mas quem pensava que hoje eles estariam sobrando no torneio se enganou. Ao contrário, os rivais são os grandes do Estado que mais encontram dificuldade para impor respeito ao adversário.

Já virou até rotina: Palmeiras e São Paulo, mesmo quando jogam contra pequenos, sofrem o primeiro gol e precisam correr atrás do placar.

O técnico Luiz Felipe Scolari comanda um treino do Palmeiras


Aconteceu em quatro dos oito jogos contra pequenos. E também no clássico que cada um jogou, contra Santos e Corinthians. Já os clubes alvinegros, cuja prioridade é a Libertadores, ganham no critério "imposição de respeito".

O time de Tite só precisou correr atrás do marcador em duas ocasiões, enquanto os santistas tiveram de carregar esse fardo em apenas três partidas, mesmo fazendo alguns jogos com equipe de reservas.

No Palmeiras, jogadores e técnico creditam sua dificuldade à disposição que os menores apresentam ante grandes. O Palmeiras empatou com o Oeste (1 a 1), em casa, outro jogo em que foi surpreendido com um gol no início.

"Surpreende como as equipes se comportam em um jogo com o Palmeiras", disse o técnico Luiz Felipe Scolari. "É a vida e a morte. Mas um jogo desses não os leva a lugar nenhum porque precisam fazer isso contra Mogi, Ituano, que estão na mesma briga".

O técnico Emerson Leão durante um treino do São Paulo


Reconhecendo a dificuldade de furar retrancas dos pequenos, os jogadores esperam que, no clássico deste domingo, tenham mais chances de gols.

"O São Paulo vai procurar o gol desde o início", disse o meia Daniel Carvalho. "Quando enfrentamos equipes da capital, o jogo fica aberto. Os times do interior entram fechados e dificultam o jogo".

Do outro lado, o clássico é visto como um ponto de mutação. "Vencer o Palmeiras é fundamental", declarou o meia Cícero. "Começamos bem o Paulista e caímos após a derrota pro Corinthians [1 a 0]. Uma vitória no clássico nos dará confiança pra decolar de novo na competição".

Em campo, a principal preocupação tricolor é também o grande trunfo palmeirense: o jogo aéreo de Marcos Assunção. Mais de 70% dos gols que o São Paulo tomou vieram de levantamento na área.

"Ou se faz marcação individual, seguir o cara até no banheiro, ou se faz por zona", disse o técnico Emerson Leão.

Via Folha

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