"Quase gaúcho", gremista Victor conta rotina: "até asso churrasco"

 Victor é um dos símbolos da atual equipe gremista, comandada agora por Vanderlei Luxemburgo
Foto: Edu Andrade/Gazeta Press

Titular absoluto do Grêmio desde 2008, quando foi contratado junto ao Paulista de Jundiaí, Victor, 29 anos, conquistou o Campeonato Gaúcho de 2010 e, por duas vezes, foi eleito o melhor goleiro do Campeonato Brasileiro, em 2008 e 2009.

Avesso às baladas, Victor se considera um homem caseiro. Fã de música sertaneja e católico praticante, o gremista sempre que pode entra em uma igreja para agradecer pelo que já conquistou. Casado com a psicóloga Gisele, ele não tem filhos, mas conta com a presença de três cachorros que são tratados como membros da família.

Antes do treinamento da última sexta-feira, Victor recebeu o Terra, e falou da sua rotina fora do Estádio Olímpico, sobre o momento atual do Grêmio e sobre a seleção Brasileira.

Terra: A vitória no clássico Gre-Nal amenizou o clima pesado no clube?
Victor: Houve um certo alívio depois da vitória no Gre-Nal, mas não podemos deixar que isto vire acomodação. Nós teremos um jogo muito importante contra o Caxias (semifinal da Taça Piratini, neste domingo) e temos que manter a seriedade. O Roger (técnico interino que comandou o Grêmio no clássico) conseguiu mobilizar muito bem o time para o clássico.

Terra: Aprovou a chegada do técnico Vanderlei Luxemburgo?
Victor: O Luxemburgo dispensa comentários. Ele é um vencedor, por onde passou conquistou títulos, tem uma mentalidade e um discurso de treinador campeão. Espero que ele consiga ter a mesma trajetória de outras equipes e nos ajude a conquistar títulos.

Terra: E seus planos com a Seleção Brasileira?
Victor: Seleção é o objetivo de todo o atleta de alto nível. Eu já tive esta felicidade de ser convocado algumas vezes, e claro que é um objetivo pessoal que eu tenho de voltar e me manter na Seleção, mas para isto eu preciso estar bem no clube. Preciso fazer um trabalho de regularidade porque é o clube que projeta para a Seleção e é assim que eu espero para 2012.

Terra: o que levou a escolha de ser goleiro? Foi a dificuldade de jogar na linha?
Victor: Na verdade eu até tinha habilidade, um bom chute com a perna esquerda, mas comecei a brincar no gol, na época dos campeonatos escolares, jogando futebol de salão e aí comecei a me apaixonar. Depois, migrei para o futebol de campo como goleiro e nunca mais deixei. Goleiro tem que ser apaixonado por aquilo que faz, porque realmente é uma posição que requer muito sacrifício, muita paciência para suportar criticas e a carga de treinamentos, que é diferente.

Terra: como é a tua rotina quando não está treinando ou jogando?
Victor: O Grêmio hoje é a minha segunda casa, gosto muito deste clube, o carinho do torcedor. Estou muito feliz aqui, e Porto Alegre também acolheu muito bem a mim e a minha mulher. Eu tenho três cachorros e saio para passear com eles pelo condomínio, também gosto de ler, pescar e até assar churrasco. Agora estou arriscando a assar, só falta receber o certificado de gaúcho. O pessoal está gostando do meu churrasco, só não tomo chimarrão porque quando eu tentei acabei queimando a língua e aí traumatizei.

Terra: jogar na Europa é um sonho?
Victor: Não digo um sonho, mas é uma possibilidade que não dá para descartar, se for algo que seja bom para mim e para o Grêmio a gente senta e conversa. Não é um sonho, mas é uma possibilidade que eu não descarto.

Via Terra

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