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O romancista Murong Xuecun, grande crítico da censura na China

Pequim fixou a data de 16 de março para que os usuários da rede social Weibo (similar ao Twitter) passem a usar seu verdadeiro nome.
Mais que uma formalidade, é a perda de uma das poucas liberdades da população do país, onde a censura é uma das mais rígidas do mundo.



"O que tinha de vir, veio", comentou um usuário identificado como "diannao bao" (jornal de computador, em mandarim) sobre a medida anunciada, com uma imagem que diz "que tal uma boa xícara de cale a boca?".

"Até 16 de março, digam o que quiserem, o que quer que seja, transmitam rapidamente, o tempo de um país com liberdade já está se esgotando", escreveu o internauta "Fardece".

Milhares de comentários foram transmitidos em fóruns chineses, depois da reunião entre os responsáveis do escritório de Gestão da Rede Cidadã da China para implementar várias regras "de gestão do desenvolvimento dos usuários de microblogs" e estipular a data para a medida, anunciada desde dezembro de 2011.

Portais como Sina, Sohu, Wangyi e Tengxun já começaram a anunciar a nova regulamentação aos usuários de suas redes sociais. Também advertem que, no futuro, aqueles que não completarem seus dados reais não terão acesso a todo o conteúdo da rede.

Cao Zenghui, diretor do Sina, disse que, depois da norma, o portal comprovou a identidade de 3 milhões de novos usuários, informou nesta quarta-feira (8) o jornal "Beijing News".

Zenghui acrescentou que, até o momento, o Sina já comprovou a identidade de 400 mil de seus chamados usuários VIP e que, nesta semana, o site premiará quem se registrar sob o verdadeiro nome.

O vice-editor geral do portal Sohu, Wang Zihui, disse que os novos usuários do microblog foram advertidos sobre a norma e que todos eles já registram suas identidades reais, segundo o mesmo jornal.

Por outro lado, o Sohu ofereceu 20 milhões de iuanes (cerca de R$ 5,4 milhões) em cartões VIP para adquirir pacotes mensais de vídeo e um total de 1 milhão de iuanes (pouco mais de R$ 273 mil) em cartões para recarga de celulares.

O inspetor-geral do Wangyi, Huang Zhaohui, também citado pelo "Beijing News", destacou que, até o momento, 25% de seus usuários já se cadastraram com a real identidade e que aqueles que completarem o registro com seus nomes verdadeiros receberão uma medalha de autenticação e outros produtos da empresa.

A nova regulação alega que os antigos usuários, após registrarem nomes completos, poderão manter seus pseudônimos e que, no caso de organizações e empresas, terão que fornecer seu número de registro e outras informações.

Muitos chineses temem que sua identidade pessoal se perca após ser revelada e estão preocupados com o futuro dos novos usuários de internet. Aproximadamente 65% dos internautas chineses têm uma conta em microblog.
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